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Vampiros
por Wagner de Paula
Vampiro: [Do Húng. vampir, atr. do al. vampir e do
fr. vampire] S. m. 1.Entidade lendária que, segundo
superstição popular, sai das sepulturas, à noite,
para sugar o sangue dos vivos; estringe. [Fem.: vampiresa]
2.Fig.Aquele que enriquece à custa alheia e/ou por
meios ilícitos. 3.Fig. Aquele que explora os pobres
em benefício próprio. 4. V. vampe. 5. Bras. Designação
do morcego hematófago, da família dos desmodontíneos,
especialmente Desmodus rotundus E. Geog.), transmissor
da raiva aos bovinos. Ocasionalmente suga o homem,
retirando pequenas quantidades de sangue. Tem coloração
castanho parda, dorso acanelado e ventre cinzento-amarelo,
24 dentes e um só par de incisivos superiores, o que
os diferencia dos demais morcegos. (Dicionário
Aurélio).
O mito sobre os vampiros provavelmente nasceu a muito
tempo, na longíngua Romênia rural, e deve ter nascido
devido à percepção de que os moribundos enfraquecem
com a perda de sangue.
Segundo a religião ali dominante, a da Igreja Ortodoxa
Oriental, as pessoas que morriam excomungadas ou sob
maldição eram transformadas em mortos-vivos (chamados
de Moroi) até serem absolvidas pela Igreja. Diziam
ainda as lendas romenas que certas pessoas, como as
crianças ilegítimas ou as não-batizadas, as bruxas
e o sétimo filho de um sétimo filho, estavam condenadas
a serem vampiros. Também acreditavam na existência
de pássaros demoníacos, conhecidos como Strigoi, que
só voavam de noite, ávidos por carne e sangue humanos.
Além de trazer a morte para a vítima atacada, os vampiros
também eram considerados os causadores da peste, sendo
desta maneira extremamente odiados e temidos.
Acreditava-se também que vampiros odiavam alho; assim,
os aldeões esfregavam o tempero em todas as portas
e janelas para protegerem-se de possíveis ataques
noturnos dos bebedores de sangue. Em algumas aldeias,
quem se recusava a comer alho tornava-se suspeito
de vampirismo, especialmente estranhos recém-chegados.

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