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Bruxas
por Monica Buonfiglio
A palavra inglesa witch (bruxa, feiticeira) é derivada
da palavra anglo-saxônica wicce, da alemã wissen (saber,
conhecer) e wikken (adivinhar). O termo em português
vem da expressão latina plus sciat (que sabe mais).
Antigamente, as bruxas eram chamadas de mulheres sábias,
até a Igreja colocá-las como uma degradação, uma mulher
dominada pelos instintos inferiores.
As bruxas nada mais eram do que mulheres que conheciam
as ervas medicinais para a cura das enfermidades do
vilarejo onde residiam. Também eram aptas para realizar
partos e preparar os ungüentos medicinais. Com o advento
do cristianismo, as mulheres foram colocadas em segundo.
A elas, coube o silêncio e acatar todas as ordens
do seu amo ou marido. Claro que algumas mulheres se
rebelaram.
Essas eram dotadas de um poder espiritual, inclusive
passados de mãe para filha, e isso passou a incomodar
o poder religioso. Para as bruxas do mundo inteiro,
o dia dois de fevereiro e 31 de outubro têm um significado
muito especial. Nesses dias, o deus que representava
a natureza (dotado de chifres em sinal de poder) saía
da infância para ingressar na adolescência, tornando-se
jovem e aventureiro (símbolo do alce nas pinturas
alquimistas).
Essas mulheres, então, homenageavam a deusa Gaia (terra)
em sintonia com esse deus (fecundo) para obter cada
vez mais conhecimento, gerar filhos saudáveis e criar
entendimentos entre os familiares.

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